O projecto visava a produção de tintas, a partir de ervas espontâneas ou cultivadas, para o tingimento de roupas, recuperando-se assim uma técnica ancestral, há muito caída em desuso no Minho. Apesar do seu interesse económico e ambiental, acabou por ser metido na gaveta: os “gabinetes em Lisboa” recusaram inclui-lo nos mecanismos de apoio do Programa Operacional de Emprego e Desenvolvimento Social (POEDS) com o argumento de que não era uma “actividade prioritária”. Perdeu-se a oportunidade de financiamento, mas a Associação para o Desenvolvimento Regional do Minho (Adere – Minho), responsável pelo projecto, ainda guarda os resultados do seu trabalho laboratorial sobre ervas tintureiras, à espera de alternativas: está mesmo aberta ao desenvolvimento de parcerias, nomeadamente com entidades galegas que pretendam apostar neste produto inovador, segundo adianta José Manuel Barbosa, dirigente da associação. Está fora de hipótese a aplicação deste processo tradicional à escala industrial, mas a experiência – piloto da Adere – Minho demonstrou que o tingimento com tintas produzidas a partir de ervas corresponde às necessidades de inovação em matéria de vestuário em linho e até de produtos de decoração, que incorporem também aquela matéria – prima....
Pedro Leitão
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
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