segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A efémera Fábrica de Vidros de Vilarinho das Furnas



Pedro Leitão

Ficou para a história como a fábrica de vidros da Serra do Gerês, apesar da sua existência efémera. Quanto muito, só terá laborado durante pouco mais de um ano, na planície de Linhares, em Vilarinho da Furna, na margem esquerda do rio Homem. Mesmo assim, foi a primeira e a última fábrica de vidros que funcionou no Minho, após a romanização. Volvidos quase dois séculos sobre a sua instalação, continua, ainda assim, intrigante a implantação de uma indústria vidreira em zona, à época, muito isolada e de difícil acesso, o que condicionava o escoamento rápido dos produtos. A estrada romana da Jeira constituía, ao tempo, a única via de ligação entre Braga e aquele ponto inóspito da serra do Gerês, mas o seu estado de conservação já não seria então dos melhores. A planície de Linhares, agora submersa pela albufeira de Vilarinho da Furna, que fez também desaparecer esta antiga aldeia comunitária, era uma “extensa chã”, como assim a descrevera Tude de Sousa. À sua volta abundava lenha que garantia a laboração, além de farto granito, com muito felspato e quartzo, entre outras inclusões daquela rocha, permitindo a extracção destas matérias-primas essenciais ao fabrico de um vidro de qualidade.
Pedro Leitão

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